29 de novembro de 2010

Dica


Como Prevenir o Câncer de Mama?

Existem medidas preventivas para diminuir o risco deste câncer se desenvolver. Manter um estilo de vida saudável, fazendo exercício físico e mantendo o peso ideal, evitar se expor à radiação e bebidas alcoólicas em excesso e evitar o uso de hormônios, do tipo estrogênio (presentes em medicações para controlar sintomas da menopausa), são algumas medidas para não elevar o seu risco de ter o câncer de mama.

Além disso, todas as mulheres devem consultar o seu médico pelo menos uma vez por ano para fazer exames das mamas. Dependendo da idade da mulher, da sua história pessoal e familiar de outras doenças, o médico vai realizar alguns exames específicos para detectar precocemente o câncer. Inclusive mesmo antes que o câncer dê qualquer sintoma ou que seja palpável.

28 de novembro de 2010

Notícia

Bloqueio de proteína pode ajudar em tratamento de câncer de mama

Cientistas argentinos descobriram que o bloqueio de uma proteína pode ajudar a inibir o crescimento do câncer de mama, que anualmente causa 40 mil mortes na América Latina e no Caribe, informaram fontes oficiais.
O trabalho revela que a proteína erbB-2, localizada na membrana celular e associada à falta de resposta aos tratamentos contra a doença, pode estimular o desenvolvimento do tumor quando migra para o núcleo da célula, destaca comunicado do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet).
A pesquisa, dirigida por Patricia Elizalde, detectou que, através de progesterona, a erbB-2 se movimenta e chega ao núcleo, onde se associa a outras proteínas, fazendo com que as células do câncer de mama se dividam e proliferem.
"Se bloquearmos a capacidade da erbB-2 de chegar ao núcleo, é possível inibir o avanço da doença. Foi possível verificar isso através de experiências in vitro, em células em cultivo e também em experimentos com ratos", ressalta o texto.
Para bloquear a migração da erbB-2, usamos outra proteína "feita por engenharia genética", que impede que ela chegue ao núcleo da célula, o que diminui o crescimento do tumor, acrescenta.
O estudo "proporciona uma nova e promissora alternativa terapêutica para pacientes com câncer de mama com altos níveis de produção de erbB-2", segundo o Conicet.
O câncer de mama é o de maior incidência em mulheres na maioria dos países latino-americanos, revelou recentemente o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI).

16 de novembro de 2010

Artigo

SÍNDROME DO CORDÃO AXILAR/

AXILLARY WEB SYNDROME

Camila Zanoni, Iara Rodrigues



Este texto faz parte do artigo, Síndrome do cordão axilar após estadiamento axilar na linfodenectomia e após linfonodo sentinela, realizado com as pacientes que passaram por procedimento cirúrgico acompanhadas na CliniOnco entre o ano de 2009.

A cirurgia de câncer de mama tem por objetivo promover o controle local, com a remoção mecânica de todas as células malignas presentes junto ao câncer primário. O estadiamento cirúrgico da axila é importante para avaliação do prognóstico, no que se refere à recidiva local e à distância, e orienta a terapêutica complementar1. Esta abordagem cirúrgica tem se modificado ao longo dos anos para poder oferecer a mínima intervenção que garanta o controle da doença, tomando o cuidado de sempre limitar as morbidades e preservar a qualidade de vida.

Entre as morbidades do membro superior que podem aparecer pós cirurgia do câncer de mama está a Axillary Web Syndrome/ Síndrome do Cordão Axilar (SCA), que se enquadra dentro das complicações para a recuperação das mulheres que enfrentam o processo reabilitação, sendo ainda uma incógnita o seu surgimento e seu diagnóstico preciso.

A Síndrome do Cordão Axilar (SCA) é uma complicação ainda pouco conhecida, podendo aparecer entre a segunda e a terceira semana pós-operatória1. É considerada uma variante da Síndrome de Mondor, que se caracteriza por uma tromboflebite das veias superficiais da parede torácica2. Por se localizar na axila recebe o nome de Síndrome do Cordão Axilar, freqüentemente encontrado após os dois tipos de estadiamento axilar, a Linfodectomia Total e também após a Biópsia do Linfonodo Sentinela3.

Leidenius4 comparou em sua pesquisa as duas formas de estadiamento axilar e o aparecimento da Síndrome do Cordão Axilar. Encontrou uma incidência de 20% entre as 49 pacientes que se submeteram ao linfonodo sentinela e uma de incidência de 72% entre os 36 pacientes que se submeteram a esvaziamento axilar.

Silva1 relata que o posicionamento da paciente durante a axilectomia e a retração tecidual causada na cirurgia são as possíveis causas da formação de coágulos de fibrina nas veias superficiais e capilares linfáticos, que compõem esta rede. Já Moskovitz5, supõe que a SCA resulta da ruptura de vasos linfáticos superficiais e vasos durante a cirurgia axilar.

Segundo Leidenius4, o critério para o diagnóstico da SCA é a presença de cordões palpáveis na pele visíveis na axila com o ombro em abdução máxima associada ou não a dor ou restrição de movimento.

Mesmo com relatos na literatura3,4,5,6 que esta morbidade regride em 3 ou 4 meses, são meses que a paciente passa com imobilidade da articulação do ombro podendo ocasionar outras complicações mais específicas, como, uma retração da capsula articular, que pode causar uma limitação do arco de movimento passivo do ombro associado à dor, por exemplo7.

A fisioterapia tem como objetivo combater as retrações dolorosas dos vasos8, com técnicas manuais e com o auxílio medicamentoso via oral9. Em um estudo realizado por Fourie10, não foi encontrado resultado na administração de drogas não esteroidais anti-inflamatórias. Já a utilização de exercícios ativos de amplitude de movimento, técnicas de alongamento dos tecidos moles e descolamento miofascial dos tecidos, foram benéficos para a regressão dos cordões axilares. Como relata o mesmo autor o tratamento para a SCA está ainda fragmentado e insuficiente de informações, sem uma explicação clara da sua fisiopatologia, só se pode especular sobre sua causa e seu possível tratamento10.



REFERÊNCIAS

1. SILVA, M. P.; SIMONI, F. C.; OLIVEIRA, R. R. Comparação das morbidades pós-operatórias em mulheres submetidas à linfadenectomia axilar e biópsia do linfonodo sentinela por câncer de mama – Revisão de literatura. Rev. Bras. Cancerologia 2008; 54(2): 185-192

2. FAUCZ, R. A.; HIDALGO, R. T.; FAUCZ, R. S. Doença de mondor: achados mamográficos e ultra-sonográficos. Radiol. Bras. 2005; 38(2):153-155

3. CRAYTHORNE, E.; BENTOM, E. MACFARLANE. S. Axillary web syndrome or cording, a variant of mondor disease, following axillary surgery. Arch. Dermatol/vol 145 (no.10). Oct. 2009

4. LEIDENIUS, M.; LEPPÄNEN, E.; KROGERUS, L. Motion restriction and axillary web syndrome after sentinel node biopsy and axillary clearance in breast cancer. The American Journal of Surgery 185 (2003) 127-130

5. MOSKOVITZ, A. H.; ANDERSON, B. O.; YEUNG, R. S. Axillary web syndrome after axillary dissection. The American Journal of surgery 181 (2001) 434-439

6. TILLEY, A.; MACLEAN, R.; KWAN W.; Lymphatic cording or axillary web syndrome after breast cancer surgery. Can J Surg, Vol. 52, No. 4, August 2009.

7. SILVA, I. R.O impacto das orientações ergonômicas e o tratamento fisioterapêutico das mulheres pós-cirúrgicas de câncer de mama que retornam ao trabalho. 2003. 126f Dissertação (Mestrado Profissionalizante em Engenharia) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. [2003].

8. CAMARGO, M.C.; MARX, A.G. Reabilitação física no câncer de mama. São Paulo: Ed Roca, 2000.

9. CHEVILLE, A.; TCHOU J. Barriers to rehabilitation following surgery for primary breast cancer. Journal of surgical oncology 2007;95:409-418

10. FOURIE, W.J.; ROBB, K.A. Physiotherapy management of axillary web syndrome following breast cancer treatment: Discussing the use of soft tissue techniques. Physiotherapy 95 (2009) 314-320.

15 de novembro de 2010

CÂNCER DE MAMA

O câncer de mama é o segundo tipo de carcinoma mais freqüente no mundo e a maior causa de óbitos na população feminina no Brasil1. Segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer2, o número de casos novos desta neoplasia mamaria esperados para o Brasil em 2010 será de 49.240, com um risco estimado de 49 casos a cada 100 mil mulheres. Na Região Sudeste, esta afecção é a mais incidente entre as mulheres, com um risco estimado de 65 casos novos por 100 mil. Este tipo de câncer também é o mais frequente nas mulheres das regiões Sul (64/100.000), Centro-Oeste (38/100.000) e Nordeste (30/100.000). Na Região Norte é o segundo tumor mais incidente (17/100.000).

O carcinoma de mama é uma doença complexa e heterogênea, com vários fatores, entre eles, estão: a hereditariedade, paridade tardia, menopausa tardia, obesidade e menarca precoce. A evolução pode ser lenta ou rapidamente progressiva, dependendo do tempo de duplicação celular e outras características biológicas de progressão3.

A prevenção primária do câncer de mama torna-se possível apenas quando existe uma relação clara entre a doença e seus agentes causadores. No câncer de mama, os agentes causadores ainda são desconhecidos e, a única ação efetiva é a prevenção secundária em termos de diagnóstico em estágios iniciais da doença4.



REFERÊNCIAS

1. VELLOSO, F. B.; BARRA A. A.; DIAS R. C. Morbidade de membros superiores e qualidade de vida após a biópsia de linfonodo sentinela para o tratamento do câncer de mama. Rev. Bras. Cancerologia 2009; 55(1): 75-85.

2. INCA – Instituto Nacional do Câncer. Disponível em http://www.inca.gov.br/estimativa/2010. Acessado em 11/04/2010.

3. JAMMAL, M. P.; MACHADO, A. M.; RODRIGUES, L. R. Fisioterapia na reabilitação de mulheres operadas por câncer de mama. O Mundo da Saúde São Paulo 2008; 32(4):506-510.

4. BORGHESAN, D. H.; PELLOSO, S. M.; CARVALHO, M. D. Câncer de mama e fatores associados Cienc Cuid Saude 2008;7(Suplem. 1):62-68

13 de novembro de 2010

Aula Ufrgs

No mês de Outubro de 2010 a Fisioterapeuta Iara Rodrigues foi convidada pela 1º turma de Fisioterapia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul para ministrar aulas na cadeira de 4º semestre sobre a Saúde da Mulher.

Nos dois dias de aula foram abordados assuntos relevantes ao Câncer de Mama e a Fisioterapia com a participação da Paciente Maura Gomes que dividiu com a turma a sua experiência e proporcionou-lhes visualizar um atendimento fisioterapêutico específico realizado pela Fisioterapeuta Iara Rodrigues.